O Fio B chegou a 60% e as faturas de janeiro podem vir com erros. Veja como identificar cobranças indevidas no Grupo B e proteger o ROI do seu cliente.

Janeiro é o mês oficial da dor de cabeça com faturas de energia. O verão aumenta o consumo das famílias, as tarifas sofrem reajustes e, em 2026, um novo fator entra em cena para complicar a vida do integrador: a progressão da Lei 14.300.
Para projetos enquadrados na regra de transição (GD II e III), a cobrança do Fio B sobre a energia injetada atinge o patamar de 60%. Se a sua equipe de pós-vendas não estiver preparada para antecipar as dúvidas e identificar falhas da concessionária, o início do ano pode ser marcado por clientes insatisfeitos e cancelamentos.
Neste artigo, vamos falar sobre as mudanças regulatórias e mostrar como a inteligência de dados pode blindar sua integradora contra cobranças indevidas.
A lua de mel da isenção total ficou no passado para novos projetos, isso não é novidade. A regra de transição escalonada avança e, a partir de 1º de janeiro de 2026, a cobrança sobre a componente TUSD Fio B passou de 45% para 60% sobre a energia compensada.
Na prática, isso significa que o valor monetário descontado de cada crédito de energia será maior. Somado à pressão inflacionária sobre a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), que encarece a tarifa base, o cliente final pode perceber uma mordida maior na fatura.
O cliente compara a conta de janeiro/2026 com a de janeiro/2025 e, ao ver o aumento, tende a culpar a eficiência do sistema fotovoltaico. Cabe ao integrador explicar e mostrar que o equipamento continua gerando perfeitamente, e que a mudança é puramente regulatória.
Além das novas alíquotas, o integrador enfrenta um adversário silencioso: os erros sistêmicos das concessionárias. Com milhões de unidades consumidoras para faturar, as falhas acontecem com frequência assustadora, e quase sempre sobra para você resolver.
Separamos os três cenários mais críticos que exigem sua atenção imediata:
Pela regulação vigente, existe uma lógica de piso para o faturamento do Grupo B. O consumidor deve pagar o que for maior: o valor em reais do Custo de Disponibilidade (o mínimo da conta) ou o valor total do Fio B sobre a energia injetada.
O problema acontece quando o sistema da distribuidora falha e soma as duas coisas. O cliente, que deveria pagar apenas pelo Fio B (já que este superou o mínimo), recebe uma fatura cobrando o Fio B mais o custo de disponibilidade cheio. Sem uma auditoria atenta, essa bitributação passa despercebida, drenando a economia prometida no projeto.
Mesmo com a modernização da rede, a leitura manual ainda é realidade em muitos locais. A troca para medidores bidirecionais trouxe novos códigos (como o 103 para injeção ativa), o que pode confundir técnicos de campo menos experientes ou apressados.
Não é raro que o profissional da concessionária anote apenas o código de consumo da rede e ignore (ou zere) o código de injeção. O resultado é desastroso: o cliente recebe uma conta cheia, como se o sistema solar estivesse desligado. Nessa hora, ter em mãos o histórico detalhado de geração da usina é a única forma de contestar a leitura e exigir o refaturamento imediato, provando que a energia foi, sim, enviada para a rede.
Este talvez seja o maior gerador de chamados de suporte em janeiro. Com o calor, o uso de ar-condicionado dispara durante o dia. Essa energia é gerada pelos painéis e consumida instantaneamente pela casa, sem passar pelo medidor da concessionária.
Para o cliente leigo, que olha apenas a fatura, parece que o sistema gerou pouco, pois sobraram poucos créditos. Ele não vê a "economia invisível" do autoconsumo. Sem dados visuais para comprovar essa dinâmica, fica difícil convencer o cliente de que o sistema funcionou bem e que a economia aconteceu ao evitar a compra de energia da rede.
Gerenciar essas variáveis manualmente, acessando portais de diferentes fabricantes de inversores, é uma tarefa impossível para quem quer escalar. O integrador que deseja manter a recorrência e a confiança da base precisa centralizar a inteligência.
É aqui que o SolarZ Monitoramento se torna uma ferramenta estratégica de negócios, um ponto de diferenciação no mar de concorrentes e um impulso direcionado para seu pós-vendas.
Ao centralizar todas as suas usinas em um único painel, a plataforma cruza a geração real do equipamento com as regras tarifárias vigentes.
Isso permite que você gere relatórios automatizados, traduzindo dados técnicos em informações financeiras claras. Você consegue mostrar ao cliente exatamente quanto ele economizou por simultaneidade e, no caso de erros da concessionária, tem a prova técnica pronta para abrir a contestação.
Em 2026, a transparência será o maior diferencial competitivo. Não deixe que a burocracia das faturas atrapalhe a eficiência dos seus projetos ou o resultado da sua integradora.
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